“Se o atrativo é o que se vê, por que o espanto ao saber que a média atual de durabilidade conjugal no Brasil é de sete anos? Como exigir que homens se interessem por mulheres que carecem de atributos físicos ou quando estes são vencidos pela idade? Pena que ainda não inventaram botox para a alma. E nem cirurgia plástica para a subjetividade”. (Frei Betto - A difícil arte de ser mulher)
Até a década de 1960, a mulher (com raras exceções) tomava conta de seu marido, seus filhos e de sua casa, situação que não expunha sua imagem além dos limites familiares. Isto quando se fala da mulher comum, no máximo de classe média. Com seu ingresso no mercado de trabalho, os interesses femininos e a preocupação com a aparência sofreram transformações inimagináveis e deu no que deu: as mulheres passaram à idolatria da aparência perfeita.
Há quem diga que se trata de uma evolução, mas também há quem considere tal atitude como uma perda de humanidade, senão vejamos um sem número de “bonecas” de todas as idades com rostos disformes pelo excesso de “procedimentos” que visam a amenizar as marcas do tempo.
Em nome da vaidade, mulheres se transformam em apenas um rosto ou um corpo fabricado por cirurgiões que, a cada dia, aumentam sua conta bancária à custa da luta contra o tempo. Frei Betto foi muito feliz ao escrever o texto de onde foi retirado o trecho acima, que não resisti em usá-lo nestas breves considerações.