terça-feira, 21 de dezembro de 2010

As transições da idade na vida da mulher



            Geralmente, ouve-se falar que as mulheres, a cada transição de idade, sofrem crises de identidade que se agravam à medida que avançam décadas: de trinta para quarenta, de quarenta para cinquenta, etc.
            Tenho cinquenta e seis anos, portanto vivi duas transições e caminho para mais uma, rumo aos sessenta anos. A experiência mostrou-me que não dói nada avançar pelo tempo adentro, mais numa espécie de transmutação de nós mesmas do que num processo degenerativo. Talvez pense desta maneira porque, antes de qualquer coisa, busco estar bem comigo mesma, sem me importar com concepções do senso comum.
            Gonzaguinha, em uma música lindíssima, diz exatamente o que eu diria, caso fosse poeta: “Hoje eu me gosto muito mais, porque me entendo muito mais também...” 

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