sexta-feira, 20 de maio de 2011

SEMPRE MACHADO

[Frase final de Memórias Póstumas de Brás Cubas,1881]:
Não tive filhos não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.
“A igualação, que nos uniformiza e nos apalerma, não pode ser medida. Não há computador capaz de registrar os crimes cotidianos que a indústria da cultura de massas comete contra o arco-íris humano e o humano direito à identidade. O tempo vai-se esvaziando de história e o espaço já não reconhece a assombrosa diversidade de suas partes. Através dos meios massivos de comunicação, os donos do mundo nos comunicam a obrigação que temos todos de nos contemplar num único espelho, que reflete os valores da cultura de consumo. “A televisão (...) não só ensina a confundir qualidade de vida com quantidade de coisas...
Eduardo Galeano

MENTIRAS DA HISTÓRIA

A Guerra do Paraguai, como é conhecida pelos brasileiros, ou a Guerra da Tríplice Aliança, como é chamada pelos paraguaios, é motivo de desconfiança e triste memória para muitos de nós. Neste conflito, que durou seis anos (1864-1870), o Brasil, a Argentina e o Uruguai se uniram e destruíram uma das mais prósperas economias da América do Sul. O nacionalismo paraguaio, sustentado na viabilidade da sua ordem econômica, não beneficiava as transações imperialistas que sustentavam as grandes nações e os grandes grupos econômicos. Por isso, foi destruído, conforme a interpretação de alguns. Para outros, a Guerra do Paraguai foi a demonstração do heroísmo e da bravura dos brasileiros, a consagração de heróis como Caxias e Tamandaré, banindo a tirania no país vizinho.
Como não cabe aos brasileiros decidir se o governo dos países vizinhos são ditatoriais ou democráticos (isso é tarefa de cada país soberano, ou, atualmente, dos Estados Unidos!, conforme determina a usura deles, quando se trata de abocanhar o pão dos mais fracos), a Guerra do Paraguai foi também uma página da nossa história cheia de mentiras e malandragens. cidseixas.blogspot.com/.../guerra-do-paraguai.html