O álbum de Pagu - Nascimento, vida, Paixão e morte.
martinellamente escancara as cento e cinquenta e quatro guelas...
Era filha da lua...
Era filha do sol...
Da lua que aparece serena e suave no céu , amamentando eternamente o Cavaleiro de S. Jorge...Barrigudinha
Do pai sol, amado D. decorador de quadros futuristas...
O pai dela gosta de bolinar nos outros...
E Pagu nasceu...
de olhos terrivelmente molengos
e boca de cheramy...
O álbum de Pagu - Nascimento, vida, Paixão e morte.
Nascimento...
Além...muito além do Martinelli...
martinellamente escancara as cento e cinquenta e quatro guelas...
Era filha da lua...
Era filha do sol...
Da lua que aparece serena e suave no céu , amamentando eternamente o Cavaleiro de S. Jorge...Barrigudinha
Do pai sol, amado D. decorador de quadros futuristas...
O pai dela gosta de bolinar nos outros...
E Pagu nasceu...
O álbum de Pagu - Nascimento, vida, Paixão e morte.
Nascimento...
Além...muito além do Martinelli...
martinellamente escancara as cento e cinquenta e quatro guelas...
Era filha da lua...
Era filha do sol...
Da lua que aparece serena e suave no céu , amamentando eternamente o Cavaleiro de S. Jorge...Barrigudinha
Do pai sol, amado D. decorador de quadros futuristas...
O pai dela gosta de bolinar nos outros...
E Pagu nasceu...
de olhos terrivelmente molengos
e boca de cheramy...
E o guerreiro cantou.
E Freud desejou...
Mandioca braba faz mal.
Pagu era selvagem
Inteligente
E besta...
Comeu da mandioca braba...
E fez mal.
Pagu / 1929
de olhos terrivelmente molengos
e boca de cheramy...
E o guerreiro cantou.
E Freud desejou...
Mandioca braba faz mal.
Pagu era selvagem
Inteligente
E besta...
Declaração de amor
Esta é uma confissão de amor: amo a língua portuguesa. Ela não é fácil. Não é maleável. E, como não foi profundamente trabalhada pelo pensamento, a sua tendência é a de não ter sutilezas e de reagir às vezes com um verdadeiro pontapé contra os que temerariamente ousam transformá-la numa linguajem de sentimento e de alerteza. E de amor. A língua portuguesa é um verdadeiro desafio para quem escreve. Sobretudo para quem escreve tirando das coisas e das pessoas a primeira capa de superficialismo.
Às vezes ela reage diante de um pensamento mais complicado. Ás vezes se assusta com o imprevisto de uma frase. Eu gosto de manejá-la - como gostai a de estar montada num cavalo e guiá-lo pelas rédeas, às vezes lentamente, às para nos dar para sempre uma herança de língua já feita. Todos nós que escreve-nos atamos fazendo do túmulo do pensamento alguma coisa que lhe dê vida.
Essas dificuldades, nós as temos. Mas não falei do encantamento de lidar com uma língua que não foi aprofundada. O que recebi de herança não me chega.
Se eu fosse muda, e também não pudesse escrever, e me perguntassem a que língua eu queria pertence r, eu diria: inglês, que é preciso e belo. Mas como não nasci muda e pude escrever, tornou-se absolutamente claro para mim que eu queria mesmo era escrever em português. Eu até queda não ter aprendido outras línguas: só para que a minha abordagem do português fosse virgem e límpida.
Clarice Lispector in A descoberta do mundo.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Pobre Soledade Pobre
Para felicidade de poucos, nossa querida Soledade anda na contramão da história: vota (e elege), em todos os níveis, candidatos comprometidos com o poder econômico, como se aqui vivessem apenas milionários que não ligam para quem se preocupa com a melhoria da qualidade de vida das classes mais baixas. Será que Soledade se incomoda com o fato de “pobres poderem financiar sua casa, fazer compras nos supermercados, ou ainda ingressarem em uma universidade? Para mim, que nasci e vou morrer aqui, é incompreensível o resultado deste segundo turno da eleição presidencial, como tem sido incompreensível os últimos resultados das eleições municipais. Portanto, pobre Soledade pobre, que já perdeu muitos de seus filhos por negar a eles a oportunidade de desenvolvimento.
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